O Voadeira Estradeira nasceu um blog sobre viagens (período incrível!). Depois se tornou um breve diário pré-casório e agora está migrando de tema de novo... sobre meus novos projetos literários, e também algo sobre ser mamãe pela primeira vez, sem desprezar as futuras viagens, claro! Muito confuso? Talvez, mas esse é o blog de alguém que escreve, jornalista de formação, atriz de teatro e escritora para o resto da vida. Seja muito bem vindo!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

As janelas!

Desde o último post já faz mais de um mês!
Mas que raio de blogueira sou eu?
Foram dias intensos e confesso que não vi o mês passar.
Produção do livro, trabalho, Miguel, casa, marido, as semanas voaram, os dias ficaram cheios e alguns tensos... Mas, enfim, aí está!
O lançamento foi dia 29 de julho na Livraria Curitiba, no Vale Sul Shopping. Você encontra o livro lá.
Também pode pedir por aqui, pelo facebook... ;)






Fotos: Gilberto Augusto Freitas 

terça-feira, 27 de junho de 2017

Livros e semi-joias... dá jogo?

Sabe que não sei...
 Mas estou tentando ver se dá! Vamos lá, isso é um pouco da vida de autora independente...
E, neste momento do país, o que já não era simples ficou ainda mais difícil. 
Mas, como materializar nossos projetos mesmo assim? Com a cara e com a coragem?
Estou descobrindo. 
Tenho um livro prontinho para imprimir: o infantil 'As janelas', projeto especial que amo muito. Foi ganhando forma com um impulso motivacional do marido,conselhos de uma amiga escritora, ilustrações de um colega venezuelano.  
Resolvi vender semi-joias e folhados para ajudar nos custos da edição. Estranho? Talvez. Mas foi a forma que encontrei no momento para capitalizar alguma quantia e não impactar diretamente o meu orçamento. 
Em breve mais detalhes. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

As janelas

Sempre que viajo, desde criança,  observo as casas que vão passando à minha frente, e quando vejo uma janela penso: quem será que mora ali? Como essa pessoa vive? No que sonha? Em que acredita?
Partindo desta mania antiga criei a história "As janelas", que em breve vai virar livro! 
As ilustrações são do artista plástico venezuelano Mayro Toyo. 
O que existe dentre de cada janela da cidade? Neste novo livro você é convidado a encontrar vida e beleza além de casas e edifícios e fazer uma descoberta!
O lançamento será no dia 29 de julho, na Livrarias Curitiba, no Vale Sul Shopping. 
Como este projeto está se tornando realidade? 
Vou postar aqui! Tim tim por tim tim. 
;)


sábado, 17 de junho de 2017

Espaços vazios

Acabei de estrear o espetáculo Festa de Alice - Ensaio para uma despedida. 
O processo foi intenso, longo e cheio de emoções. Junto com tudo mais que tenho que dar conta, casa, bebê, descolar mais $....Ufa! Quanto trabalho! Tudo dá trabalho.
Aí vem a estreia, ela passa, a peça aconteceu! Respiro fundo. Olho para a peça! Para o processo inicial, cada descoberta, decisões, escolhas, poéticas...
Nossa! Ficou lindo! E sempre penso que cada montagem é uma escola. Sempre aprendemos, crescemos, ampliamos. O que chega até o público, pode ter certeza, chegou primeiro em nós.
Mas, e agora? A peça já tem vida própria. Existe! E algo em seus criadores fica vazio. A peça já não está mais em nosso controle, ela é do mundo. E agora em mim há espaços vazios. Tempo de reconstrução. Talvez não seja com uma peça de teatro que você lida em sua vida ou carreira, mas com certeza esses momentos de vazio acontecem. A boa notícia é que os espaços vazios podem ser criativos e desafiadores.
Tempo de respiro também. De olhar para trás. De agradecer. De celebrar.
De seguir em frente!
Ainda não viu?
Sábado e domingo tem!!!
Festa de Alice no Espaço Carlos Guedes, Jacareí.
Bora lá?
É a última da temporada.
bjos e te espero.




quarta-feira, 14 de junho de 2017

Edital de Dramaturgia

Gente, olha que legal este edital do Centro Cultural São Paulo! 
Segue as informações:
Dramaturgos e dramaturgas de São Paulo, últimos dias (até 23/6) de inscrição ao Edital para a Mostra de dramaturgia em pequenos formatos do Ccsp (2018). A Mostra 2017 já está rolando, com "Boi ronceiro - uma fabula de horror", texto premiado de Ricardo Inhan
Mande seu texto! 
O Centro Cultural subvenciona a montagem e promove a primeira temporada. 

sábado, 10 de junho de 2017

Jornalismo Literário em SJC

No dia 2 de junho, na APVE (Associação dos Pioneiros e Veteranos da Embraer) aconteceu o V Encontro de Jornalistas e Escritores da Aviação.
No evento reencontrei meu Professor de Jornalismo Literário Edvaldo Pereira Lima e a colega de pós Clarisse Goldberg. Depois de 11 anos, o mesmo amor pela literatura. O Miguel foi junto com a mamãe.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Estreia! Festa de Alice - Ensaio para uma despedida

TEATRO 
Festa de Alice 
Ensaio para uma despedida 

Desde janeiro pesquisando, lendo, trabalhando duro. Alice estreou!!!
A nossa Festa de Alice!
O Grupo Caixa de Histórias mergulhou fundo para trazer à tona a Festa de Alice. Um momento muito especial para o grupo todo. 
Quantos bons encontros!!!

Ficha Técnica do espetáculo:
Direção Fernando M. Rodrigues
Provocação Vinícius Torres Machado
Atrizes Glauce Carvalho e Karina Müller Rufino
Cenário e Figurino Eliseu Weide
Iluminação Renato Junior
Dramaturgia Grupo Caixa de Histórias

Produção executiva Aline Souza
Criação de imagens, fotografia e filmes Juliana Rosa
Designer gráfico Pedro Guima
Assessoria de imprensa e Textos Karina Müller Rufino
Coordenação geral Glauce Carvalho
Participação especial Maria Julia Rosa


Segue o tiser lindo da Juliana Rosa, da Prosa e Fotografia. 
É só clicar! 

https://vimeo.com/219040120#at=0



Conexão Literária Anhanguera

O grupo Litheratrupe e vários escritores da região participaram da Conexão Literária Anhanguera, de Jacareí. Bons encontros. Literatura para todos!



Lançamentos e mais lançamentos....

Tem muito escritor por aqui! 
Unidos somos muito mais fortes. 
Segue um pouco de lançamentos, reuniões... Muita coisa vai rolar......


Lançamento de "Os anjos não envelhecem", da querida Rita Elisa Seda. 



Sandro Cuesta e sua chamosa Garça Sophie


Lançamento da fofa Teresa Cristina Bendini



Reunião do Litheratrupe no Plenamente. 

Contação de Histórias

Histórias contadas dentro da livraria!
É isso que está acontecendo todos os sábados na Livraria Curitiba, do Vale Sul Shopping. O ator Orlando Sales e eu nos dividimos neste projeto, que acontece sempre às 15h. Em breve mais novidades!


História do Karu Bempô, de Daniel Munduruku.

A lenda nórdica do Relógio Cuco 


Atualizações depois de um chá de sumiço

Ser blogueira é bem difícil... ainda estou aprendendo. 
Em março muitas coisas boas aconteceram, os ensaios apertaram e não consegui tempo nem disposição para escrever...

Mas, aqui estou!

Participei de um trabalho lindo!
A Antologia Flóreo, da Editora Netebooks, com prefácio do Prof. Ozires Silva e do jornalista Carlos Abranches. Além do meu texto "A menina, a sábia e Maria" fiz a revisão da obra. 
Muito aprendizado!
Iniciei aqui meu trabalho como revisora de textos! Segue algumas fotos!










quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Mix, colagens e fragmentos

Desde janeiro em ensaiando o Olhar de Alice, estou em pleno processo de montagem e estudos em teatro, arte contemporânea, arte convival. Utilizar fragmentos de textos para ideias cênicas que se desenvolvem a partir de um eixo central, de vislumbres poéticos, de imagens, de interações com a plateia de uma forma particular... É interessante como as informações se cruzam quando estamos em alguma pesquisa. 

E hoje, para complementar esses estudos, tive contato com um conceito muito legal, o Mix Lit, para criação literária. Esse tipo de criação consiste na colagem de diferentes textos de um ou mais autores para a criação de um texto híbrido cheio de referências como em um verdadeiro remix literário. 
O escritor Leonardo Villa-Forte é adepto dessa técnica e foi um vídeo dele que me despertou para essa interessante ferramenta de criação. Aprendemos por imitação, não é? E então porque não nos apropriarmos de textos de grandes autores para desenvolver nossa identidade literária, nossa narrativa? Os grandes mestres sempre ensinam. Villa-Forte cita também o escritor espanhol Enrique Vila-Matas utiliza essa técnica quando está sem inspiração para iniciar ou seguir em um texto. A imagem ao lado é do livro de Villa-Forte, da Editora Oito e Meio, do Rio de Janeiro. 

E aí? Bora remixar?




Se você gostou desse texto curta a página do Voadeira Estradeira no Facebook, compartilhe informação, comente, vamos bater um papo? Até a próxima! 





terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Lançamento de livro

No último sábado, 18 de fevereiro, a queridíssima Rita Elisa Seda lançou seu novo livro "Os anjos não envelhecem", na livraria Com Deus, no centro de São José.
Escrito há mais de quinze anos, o livro é uma coletânea de crônicas que a escritora foi escrevendo e publicando durante a carreira, e agora tomou forma em um livro pessoal de edição limitada.
Foi um prazer participar desse momento de realização. O Litheratrupe esteve presente, claro!



sábado, 18 de fevereiro de 2017

Doses Literárias 3

Meditar na Palavra de Deus e na Sua intervenção na vida e experiência de outros é uma ferramenta importante para que o Cristianismo genuíno seja transmitido a todos que desejam conhecê-lo e vivê-lo. Sabemos tão pouco! Mas, creio que Deus aceita até mesmo os nossos questionamentos e incertezas, afinal, ele nos criou exatamente com a capacidade de duvidar. Segue um trecho de Richard Holloway:

“Este é meu conflito... Sou cinza e pó, frágil e inconstante, um conjunto de reações comportamentais predeterminadas... crivado de temores, acossado de necessidades... o requinte do pó e ao pó voltarei... Todavia, existe em mim algo mais... Posso ser pó, mas sou pó que se inquieta, pó que sonha, pó que tem entranhas, premonições de transfiguração, de uma glória que está por vir, um destino preparado, de uma herança que um dia há de ser minha... Assim sou eu... um mistério para mim mesmo, um incômodo enigma... Sou essa estranha dualidade de pó e glória”.


Richard Holloway, é pastor, professor de teologia, escritor e colaborador dos jornais The Times, Guardian e Sunday Herold. Durante quatorze anos foi bispo de Edimburgo, Escócia. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Uma mãe aprendendo a se frustrar

Talvez você já seja expert em frustrações, confesso que eu não sou... mas estou aprendendo diariamente a encarar a frustração como parte do dia. Coisinhas pequenas, planos, tarefas... Com filho pequeno a gente não é mais dona do tempo e, mesmo que a rotina seja bem redondinha, tem hora que tudo sai do trilho... Um tombo, uma febre, uma chatice... hoje o cadeirão de alimentação caiu na cabeça do Miguel bem na hora em que estava fazendo almoço. Não machucou, foi mais o susto, mas a culpa da mãe, preocupação com algum dano cerebral... enfim.... não deixei ele tirar a soneca da manhã, atrasei tudooo que precisava fazer e ele não comeu de tanto sono...tudo ao contrário!
Olha a frustração aí!!! Pois é, graças a Deus o Miguel está bem, eu atrasada e um pouco mais consciente do quanto ainda tenho que aprender como mãe. Coisas saem dos planos o tempo todo. 
Se você, assim como eu, ainda não sabia disso, um filho ensina a gente na prática!
O melhor de tudo é saber que não estamos sozinhas, há milhares, não,  milhões de mães em todo o planeta que passam por essas e muitas outras.

;)


domingo, 12 de fevereiro de 2017

Doses Literárias 2

Mais um trecho incrível da literatura mundial que merece ser conhecido. Encontrei  trechos da obra Confissões, de Agostinho, no livro 25 livros que todo cristão deveria ler, organizado por Richaard Foster e Dallas Willard e editado pela Editora Mundo Cristão.
O livro lista, como o nome diz, 25 obras essenciais sobre a história da fé cristã, comentada e selecionada por outros escritores. O de Agostinho foi realizada por James Catford, segue!

"(...) onde há paz segura além do Senhor? Extravagância se mascara como plenitude e abundância, mas tu és pleno, fonte inesgotável de incessante brandura. O esbanjador tem a pretensão de liberalidade, mas tu é o mais generoso dispensador de todo bem. O avarento quer ter muitas posses para si; tu possuis todas as coisas. O invejoso luta por prioridade: mas o que mais deve ser preferido além de ti? O medo encolhe diante de qualquer perigo súbito e incomum, o qual ameça as coisas que ele ama, a única segurança está em cuidar de si mesmo, mas para ti nada é estranha, nada é imprevisto. Ninguém pode te separar das coisas que tu amas, e segurança não se encontra em nenhum outro lugar além de ti. A tristeza corrói seu coração pela perda das coisas as quais ela tinha prazer em desejar, porque deseja ser com tu, de quem nada se pode tirar. 
Então a alma se contamina com amor lascivo quado se afasta de ti e procura outras coisas, nas quais ela não encontra pureza e ausência de mácula, exceto quando se volta para ti. Todos que te abandonam e se colocam contra ti simplesmente te copiam de um modo muito perverso, mas justamente por esse ato de imitação eles apenas demonstram que tu és o Criador de toda a natureza e, consequentemente, que não há nenhum lugar em que o homem possa se esconder de ti".

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Uma caixinha de madeira, presente de Natal 2016.
Abri e... um pequeno baú de memórias se revelou à minha frente. Fotos da adolescência, da infância, avôs, tios, primos crianças, prima super amiga, meus looks no decorrer do tempo. 
Algumas fotos eu nunca tinha visto! Minha tia separou centenas de fotos reveladas por ela ao longo dos anos (ama tirar fotos)  e entregou um pouco para cada um de nós, seus sobrinhos. 
Que surpresa gostosa! 
A era digital nos roubou a forma de guardarmos as fotos, de organizarmos nossas lembranças. E assim, uma caixinha com fotos reveladas se tornou um doce presente. 
Eu quase não revelo mais fotos. E você? Ainda revela as suas? 
Se não, segue uma sugestão de presente super fofa  que nos leva a tocar em nossas lembranças como antigamente. 


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Café na serra


Um passeio que amo fazer é visitar a Estação Eugênio Lefèvre, em Santo Antonio do  Pinhal/SP, no alto da serra. É ali que o bondinho que vai de Campos do Jordão a Pindamonhangaba faz a primeira parada. A estação também é o ponto final do bonde que vai de Campos Jordão a Santo Antonio.  Já fui de bondinho, mas também amo ir de carro pela rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, sentir o ar da serra, tomar um café com bolinho de bacalhau e pastel de belém ... hummm tudo bem português e saboroso. Ainda há uma estufa de orquídeas e um mirante de onde podemos ver o Vale do Paraíba do alto. Um misto de nostalgia e contemplação. Dá uma vontade de morar na serra e escrever o dia todo tomando café, sei lá, inspirações... 

A Estrada de Ferra Campos do Jordão é centenária, começou a operar em 1914, desde 1916 é propriedade do Estado. Foi concebida pelos médicos sanitaristas Emílio Ribas e Victor Godinho com o objetivo de transportar doentes em tratamento de tuberculose para Campos do Jordão. O nome da estação é em homenagem ao engenheiro que, juntamente com Euclides da Cunha, projetou uma ferrovia que jamais foi construída, mas ligaria Mogi das Cruzes ao porto de São Sebastião. Talvez nossa nostalgia por trens seja porque o Brasil nunca levou isso muito a sério...
Trens voltem! Viagens e estações de trem são encantadoras! 

Quer passear de bondinho?
www.efcj.sp.gov.br






sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

C.S. Lewis diário



Estou lendo Um ano com Aslam, da Editora Ultimato, um livro devocional com 365 trechos da obra As Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis, um clássico da literatura.

Quem ainda não conhece precisa ler e se apaixonar pelo leão mais maravilhoso que já existiu: Aslam, que é uma alegoria a Jesus Cristo. Em Nárnia, ele é o poderoso leão, o criador do mundo.
Escritor, teólogo, Lewis (1898-1963) foi um dos autores cristãos mais influentes, professor de literatura inglesa em Oxford, escreveu mais de 30 livros, entre eles, crítica literária, literatura infantil, fantástica e teologia.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Doses literárias I

Começo agora, assim mesmo sem avisar, o Doses Literárias, onde vou publicar trechos de textos que me tocaram de alguma forma. 


Segue o número 1, outra faceta de Ruth Guimarães, a poética: 

"Um dia eu serei marinheira no mundo, quando não sei, por que não sei. Há barcos de muito jeito. E se não for de outro modo, vou no barco do esquecimento, marinheira no mundo, nesse mesmo eu vou. Talvez entre algas, talvez entre luas e plumas. Os peixes passarão diante dos meus olhos abertos. E oceanos de silêncio se erguerão de todos os lados intransponíveis. Estarei viajando para onde ninguém me alcança, marinheira no mundo". RUTH GUIMARÂES, 2014.

Fonte: Trecho extraído da Revista Mulheres e Literatura – vol.15 – 2º Semestre - 2015, do Texto RUTH GUIMARÃES – UMA VOZ DE MUITAS VOZES, do professor  Severino Antônio. 

sábado, 28 de janeiro de 2017

Tenho um projeto novo... que tal?


O projeto: um livro novo. 
A ideia é simples e surgiu da minha própria experiência, também  inspirada pelo livro Crianças francesas não fazem manha, de Pamela Druckerman, que estou terminando de ler.
Fazer um livro sobre o primeiro ano do Miguel, as maravilhas e desafios desse período tãoooo especial. 
Expectativas X frustrações
Pós-parto
Amamentação
Baby blues
Solidão
Neuras
As primeiras febres e doenças
Volta ao trabalho
Crises...
Isso e mais um pouco, em parceria com uma super pediatra neonatal. 

É que sempre que vejo uma grávida prestes a dar a luz penso: "Preciso avisá-la!", mas acho que é um pouco estranho alguém chegar e desabar tantas histórias e experiências que ainda não fazem sentido. 
Mas, é que sempre que via uma mãe experiente pensava: "Porque ela não me avisou?"
Enfim, para resolver a questão, eis o novo projeto! Que tal? ;) 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Água Funda - Romance

Terminei de ler Água Funda, de Ruth Guimarães agora em janeiro.

Conheci D. Ruth em 2001, enquanto trabalhava no TCC sobre o Rio Paraíba do Sul, para a finalização do curso de Jornalismo. Sabia de sua importância na literatura, lia suas crônicas, suas pesquisas folclóricas. Ela foi personagem do livro-reportagem, se tornou uma amiga, conselheira literária, editei um livro dela, adaptei para o teatro um conto popular que ela escreveu, um dia ela se hospedou em minha casa para fazer uma palestra em São José. Fui visitá-la quando estava bem doente em Cachoeira Paulista. Tínhamos outro projeto juntas: editar uma seleção de suas crônicas que ela escreveu para o então jornal Valeparaibano (era para eu fazer a selação, ordem dela!), não deu tempo, não consegui a verba para a publicação. Em maio de 2014 ela faleceu (menos de um mês antes para seu aniversário). Quando ligava para ela, antes do tchau ela dizia: Te amo Karina!
Eu dizia: Eu também!

Mas, apesar de tanto tempo de convivência só fui ler seu romance Água Funda esse ano. E, meu Deus! Seu romance de estreia, teve a primeira edição em 1946, e a colocou na elite literária brasileira pela crítica, como Antonio Cândido, que escreveu o prefácio para uma das publicações.
Sua narrativa foi comparada à de Guimarães Rosa e seu romance ao Macunaíma, de Mário de Andrade....
A vida simples nos cafundós do sul de Minas que esbarra com as paragens valeparaibanas ganha poética, profundidade, incrível força narrativa. Como  não sofrer com o triste fim de Carolina e com a sina de Joca... acompanhar a vida rural em sua essência, por dentro, sem estereótipos, sem um tom 'pitoresco', narrativa que cativa, prende, faz sofrer, encanta. Demorei tanto tempo para lê-lo, obra de gigante! Gostaria de poder falar com ela sobre seu romance e expressar meu maravilhamento, saber como foi seu processo criativo (quando ainda era uma menina!), enfim, abrir a cortina entre autor e obra, fazer conexões... ou talvez olhar pra ela e sorrir, ou tremer em mostrar a ela qualquer um dos meus textos, ou então só admirar seu jeito tranquilo enquanto caminhava pelo quintal de sua casa, cheio de plantas e histórias. 

Quem me emprestou o livro foi a Rita Elisa, simplesmente a primeira edição, autografada e tudo!

Segue um trecho:

"A gente passa nesta vida, como canoa em água funda. Passa. A água bole um pouco. E depois não fica mais nada. E quando alguém mexe com varejão no lodo e turva a correnteza, isso também não tem importância. Água vem, água vai, fica tudo no mesmo outra vez". 

Não fica no mesmo não Dona Ruth! De jeito nenhum!
Muito obrigada! :)






quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Olhar de Alice


O novo projeto de espetáculo do Grupo Caixa de História é o Olhar de Alice, com previsão de estreia para maio de 2017. Estamos mergulhando no universo de Lewis Carrol e fazendo conexões com o mundo contemporâneo. O que na personagem de Alice e na voz de Carrol ainda ecoa para nós hoje? Muitas perguntas, referências, montagem em teatro é assim, uma investigação, um pulo no escuro, uma grande viagem compartilhada...

A edição ilustrada e comentada da Ed. Zahar é maravilhosa e vale muito a pena. O texto é um clássico, daqueles que seguem falando com a gente séculos depois. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

De árvores

Dois versinhos de árvores nessa tarde nublada. 
Tem alguma história com árvores?
Compartilhe! Fique à vontade!



Paina

Paina cobrindo o chão
Tapete de algodão
A rua é minha casa
A calçada o meu colchão. 



Ipê

E o ipê colorido, tão desinibido,
Forra o chão sem perguntar
Não importa se grande ou pequeno
Quer o mundo enfeitar
Vai ipê florido!
Alegra a nossa história
Que as suas cores
Fiquem todas na memória. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

E o novo ano chegou...

O ano novo chegou...e agora?
Hora de ação. Hora de colocar em prática as listas e planos elencados no papel.
Dia 2 de janeiro! O ano inteiro pela frente! Mas, algo importante precisa mudar, completamente...
Projetar é maravilhoso, mas chega uma hora em que precisamos mudar a prática.
Não há lista de ano novo que resista a dias sem ações efetivas.
Sinto que algo em mim ainda precisa mudar.
Quero muitas coisas esse ano. Muitas mesmo! Mas para isso preciso ligar a chave da ação.
2017 você chegou!!!
O desafio está lançado.
E, sabe de uma coisa, o meu maior desafio esse ano é vencer a mim mesma.
Sim, há muito trabalho pela frente...

E você? Qual sua maior dificuldade na hora de mudar?
Vamos tentar juntas?
Feliz Ano Novo para nós!

;)

Vem 2017!!!

Com os olhos no futuro, penso no que fiz no ano que passou. E projeto outros planos para o que ainda não chegou.
Somos o que plantamos.
Vivemos o que semeamos.
E, muito além de projetar, algo simples aprendi:
Sonhe, planeje, mas, para o futuro que desejas, uma coisa só fazei:
Aja! Simples e corajosamente.
Transforme suas palavras em ações, suas metas em decisões.
Esqueça os grandes jardins, empenha a sua força à apenas uma flor.
Regue-a todos os dias que o nosso Deus grandioso, de sua singela ação se alegrará.
Sim, Ele ama os corajosos.
Dê seus passos, pulos, saltos e, com acontecimentos e ousadia, escreva mais uma parte de suas história.
Vem 2017!



As janelas!